Sim! Durante algum tempo acreditou-se que não havia tratamento possível para as indesejadas estrias. Posteriormente, a evolução dos tratamentos estéticos corporais baseados em evidência científica proporcionou resultados terapêuticos bastante satisfatórios para casos de estrias recentes, quando se iniciava o tratamento na fase em que as lesões ainda se apresentavam violáceas. E mais recentemente foram estabelecidas modalidades terapêuticas para as estrias antigas (brancas) com ótimos resultados.
O objetivo da maioria das modalidades terapêuticas é estimular a produção de colágeno. Dentre as opções incluem-se: agentes tópicos, peelings químicos, microdermoabrasão, laseres fracionados ablativos e não ablativos, indução percutânea de colágeno por agulhas ou microagulhamento, radiofrequência microagulhada, entre outras.
Pela alta incidência (cerca de 90% das mulheres apresentam estrias) e quadro clínico muito variado, podendo ser tão exuberante com repercussões psicológicas importantes, limitando a escolha das roupas e até restringindo a vida social de muitos pacientes, por não se sentirem à vontade para frequentarem determinados lugares, como piscinas, clubes e praias, há uma tendência de se tratar as lesões tão logo elas surgem, de maneira adequada, com profissional capacitado, em clínica dermatológica especializada, evitando tratamentos inadequados e minimizando riscos de eventuais complicações.
Verena Mony Paes de Freitas
Dermatologista pela SBD
CRM-SP 137400, RQE 50837
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